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A Sigma é um fabricante líder mundial na produção de centrífugas para laboratório.

10 dicas para utilização da centrífuga para laboratório

A Biovera montou um Guia com 10 dicas para utilização da centrífuga para laboratório para ajudar você na sua rotina laboratorial, aumentando assim a vida útil do seu equipamento e reduzindo a necessidade de assistência técnica. Aproveite essas dicas!

   1. Posicionamento da centrífuga para laboratório

Opere a centrífuga para laboratório apenas em salas fechadas e secas.

Se for uma centrífuga de laboratório de bancada, a mesma deve ser estável e ter uma superfície sólida e uniforme. Entretanto, se for uma centrífuga de piso, posicione a mesma em uma superfície plana, nivelada.

Garanta ventilação suficiente, mantendo uma distância de segurança, de pelo menos 30 cm ao redor da centrífuga, para que os respiradouros da centrífuga permaneçam totalmente eficazes e consequentemente evite super aquecimento da centrífuga..

Além disso, ela deve ser mantida longe de equipamentos que gerem calor.

Não armazene substâncias perigosas próximo ao equipamento.

Atenção: Durante o transporte de lugares frios para lugares mais quentes, pode haver condensação de umidade na cuba da centrífuga. Portanto, é importante deixar tempo suficiente para secar (mínimo 24 h) antes que a centrífuga possa ser usada novamente.

    2. Tensão elétrica

A tensão de operação indicada na etiqueta de identificação afixada no equipamento deve corresponder à tensão de alimentação da tomada do seu laboratório. Como normalmente os equipamentos de laboratório são 220V, certifique-se antes de conectar o mesmo à energia elétrica.

Em sua grande maioria, as centrífugas de laboratório só podem ser operadas em uma tensão: 110V ou 220V. Raramente existe um modelo com seletor para escolha da voltagem pelo cliente, portanto a escolha da voltagem deve ser realizada antes da compra.

    3. Aperte firmemente o rotor antes da utilização da centrífuga para laboratório

Antes da centrifugação, o rotor deve ser apertado no eixo usando a chave de rotor, que vem junto com o equipamento.

Para o rotor basculante, assegurar que as caçapas ou buckets estejam devidamente encaixados no rotor. Executar um teste manual de balanço para verificar que as caçapas se movem livremente.

A Sigma possui sistema G-lock, patenteado, para a troca de rotores sem uso de ferramentas ou necessidade de apertar nenhum botão. Nesse caso, não há necessidade de chaves para fixação do rotor. Essa tecnologia também facilita a retirada dos rotores para limpeza.

Contudo, se você não utiliza o sistema G-Lock, uma vez por dia ou após 20 ciclos, o parafuso de fixação do rotor deve ser afrouxado algumas voltas e o rotor deve ser levantado e, posteriormente, apertado novamente. Isso garante uma conexão adequada entre o rotor e o eixo do motor.

    4. Carregamento do rotor com amostras

O rotor deve ser carregado com as amostras de maneira rotacional simétrica e com pesos iguais nos eixos.

Não utilize a centrífuga com tubos excessivamente altos, evitando assim com que os mesmos se choquem quando iniciar a centrifugação.

Também não utilize a centrífuga para laboratório se o rotor estiver carregado assimetricamente, ou seja, desbalanceado.

Líquidos nos orifícios do rotor causam corrosão, portanto em caso de derramamento, limpe imediatamente.

Encha os tubos de amostras com cuidado e organize-os de acordo com o peso. Os desequilíbrios resultam em desgaste excessivo dos conjunto mecânico da centrífuga.

    5. Carregamento do rotor da centrífuga com baixa capacidade

No caso do uso de menos tubos do que a capacidade do rotor, instale os tubos axialmente simétricos, para que o rotor seja carregado uniformemente.

Não é permitido carregar rotores angulares em apenas um eixo. E, no caso dos rotores basculantes, não é possível usá-lo sem todos os buckets.

Não sabe a diferença entre os tipos de rotores? Acesse o post sobre este assunto !

Guia de como usar com segurança as centrifugas para laboratório
Figura 1: Carregamento dos rotores

    6. Carregamento do rotor da centrífuga com tubos de volumes diferentes

É possível trabalhar com tubos de vários tamanhos e volumes, em rotores basculantes. Neste caso, no entanto, é muito importante que os buckets de rotação sejam idênticos e que estejam também em posições opostas no rotor da centrífuga.

Guia de como usar com segurança as centrifugas para laboratório 2
Figura 2: Carregamento de rotores com tubos diferentes

  7. Considerar a capacidade máxima total do Rotor da centrífuga

Observe as especificações de peso no rotor. Essas informações também podem ser encontradas no manual.

Atente-se à força máxima especificada para os tubos que você está usando, principalmente se eles forem de vidro.

Portanto a  quebra de vidros e a ruptura de tubos podem causar desequilíbrios perigosos em altas velocidades.

    8. Velocidade máxima x densidade da amostra

Se líquidos com densidade maior que 1,2 g/cm3 forem usados, a velocidade máxima do rotor deve ser reduzida. Consulte nossa equipe técnica, evitando assim danos à sua centrífuga.

    9. Acionamento da centrífuga para laboratório

A centrífuga para laboratório só pode ser iniciada quando a tampa estiver adequadamente fechada.

A trava elétrica deve estar travada, impedindo assim a abertura indevida da tampa.

A tampa só pode ser aberta quando o rotor parar completamente.

Se a tampa for aberta por meio do sistema de liberação de emergência durante a operação, a centrífuga será imediatamente desligada e desacelerará sem freio, ou seja, levará um tempo até sua completa parada. Entretanto, se a tampa estiver aberta, o inversor será completamente separado da fonte de alimentação, ou seja, a centrífuga não poderá ser iniciada.

  10. Uso de acessórios

Use a centrífuga para laboratório apenas com rotores e acessórios próprios do equipamento, ou seja, não utilize acessórios de outros fabricantes. E, de forma alguma, realize qualquer modificação nos rotores, buckets e adaptadores por sua própria segurança.

    11. Segurança na fabricação da centrífuga para laboratório

É muito importante que o fabricante da centrífuga desenvolva e fabrique a centrifuga para laboratório de forma que  os usuários tenham total segurança durante a centrifugação.

Portanto, a presença de características como aterramento do equipamento, Crash test do rotor e sistemas de detecção de desbalanceamento são essenciais neste processo.

As centrífugas para laboratório Sigma são construídas em conformidade com regras de segurança reconhecidas mundialmente.

Na fábrica da Sigma na Alemanha, são realizados crash tests com os rotores, simulando uma quebra durante o funcionamento da centrífuga em sua velocidade máxima de operação. Logo, a centrífuga deve ser construída para suportar um incidente deste tamanho, impedindo assim a projeção de peças para fora do equipamento e garantindo a total segurança dos usuários.

No entanto, os perigos para a vida do operador, ou de terceiros, não podem ser completamente conhecidos quando a centrífuga está sendo usada indevidamente e, por isso, use-a apenas para os fins a que se destina.

Use a centrífuga em seu laboratório apenas se estiver em perfeito estado de funcionamento e elimine imediatamente quaisquer problemas que possam afetar a segurança.

Também recomendamos que durante o processo de centrifugação, em hipótese alguma, se apoie na centrífuga.

Ademais, por conta da segurança do usuário, e com o objetivo de prolongar o tempo de vida útil da centrífuga para laboratório, realize limpezas e a manutenção preventiva com frequência. Portanto, recomendamos a leitura de outro post muito importante em nosso blog.

Caso ocorra uma emergência, desligue a centrífuga imediatamente e entre em contato com a Biovera.

Gostou do artigo 10 dicas para utilização de centrífuga para laboratório? Visite nosso blog e conheça mais sobre estes e outros equipamentos para laboratório.