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    Agitador Magnético

    Biovera :: 15 de maio de 2019 :: leitura em 3 minutos

    Se você chegou aqui é sinal de que podemos te ajudar. No decorrer deste conteúdo apresentaremos informações sobre um dos agitadores mais utilizados em laboratórios, o agitador magnético.

    Arthur Rosinger patenteou o equipamento em 6 de junho de 1944, na cidade de Newark, em New Jersey, nos Estados Unidos. Ele desenvolveu um sistema que utilizava força magnética para realizar misturas com o auxílio de um simples acessório: a barra magnética.

    O que é e para que serve um Agitador Magnético?

    O Agitador Magnético é um equipamento de laboratório utilizado para realizar misturas de amostras diversas, mas sempre com baixa viscosidade.

    A Baixa viscosidade da amostra tem como finalidade manter a força eletromagnética entre o imã e a barra magnética dentro da amostra. Ao final falaremos mais detalhadamente sobre este funcionamento.

    Por isso, profissionais das áreas de Química e Biologia utilizam esse equipamento com mais frequência, embora ele também esteja presente em diversos outros campos.

    Já deve ter ficado claro para você que o agitador magnético serve para diversas aplicações laboratoriais, das mais simples às mais complexas, tais como:

    • Manter uma solução homogênea durante uma titulação
    • Mistura de líquidos 
    • Mistura ou incorporação de pós em líquidos
    • Manter uma amostra com temperatura homogênea
    • Realizar a mistura em pequenos reatores homogênea, seja em reatores de vidro ou até mesmo em reatores de aço, como os da Berghof

    Além disso, o agitador magnético também é utilizado em aplicações onde:

    • a agitação mecânica (por um agitador de hélice) não pode ser utilizado
    • em sistemas fechados onde não é possível introdução de uma hélice,
    • Em amostras onde a contaminação precisa ser bem controlada
    • Para amostras com riscos biológicos
    • Para agitação simultânea, de diversas amostras, com as mesmas condição (utilizando agitadores magnéticos de múltiplas posições)

    Como o Agitador Magnético Funciona?

    Como o nome mesmo já diz, o agitador magnético funciona como um imã que gira acoplado a um motor elétrico. A força magnética do imã, localizado abaixo da superfície da amostra, gira uma barra magnética colocada dentro da amostra, que por sua vez irá promover a mistura da amostra.

    Este imã está fixo à um motor elétrico, que gira conforme velocidade definida pelo usuário.

    A barra magnética, também chamada de peixinho ou pulga, é em geral um pedaço de Alnico, uma liga metálica de Ferro (Fe), Alumínio (Al), Níquel (Ni) e Cobalto (Co), altamente magnética. 

    Para evitar corrosão ou interferência na composição da amostra, os fabricantes normalmente revestem esse pedaço de metal com Teflon (PTFE), um material plástico altamente inerte quimicamente.

    A força magnética gerada entre o imã e a barra magnética faz com que a barra magnética gire na mesma velocidade do motor elétrico do agitador.

    Velocidade de Rotação

    O operador normalmente define a velocidade de rotação do motor em rotações por minuto (RPM) e a ajusta por meio de um potenciostato conectado ao motor elétrico.

    Ele pode definir essa velocidade de diversas maneiras, tais como:

    • Através de escalas numéricas de 1 a 10 por exemplo, onde 1 indica a menor velocidade de agitação e 10 a maior velocidade
    • Através de velocidades pré determinadas, como por exemplo 100, 200, 300 rpm. Estas indicações estão impressas na superfície do agitador magnético e normalmente são apenas uma aproximação.
    • Através de displays digitais, onde aparece a indicação em um visor da velocidade desejada pelo usuário.

    É importante que o operador observe visualmente o comportamento da barra magnética durante todo o processo de mistura, especialmente em altas velocidades.

    Isso se deve pois, se a força magnética não for suficiente para manter a barra magnética “fixa’ ao imã, a mesma se “descola” do imã do agitador, impedindo assim o processo de mistura. Neste caso, observamos um barulho atípico da barra “batendo” nas paredes do frasco da amostra.

    Em agitadores magnéticos mais avançados, como o modelo HS 7 Control ou a RCT Digital, ambos da IKA, este fenômeno de “desacoplamento” é identificado e o agitador pode inclusive reduzir automaticamente a velocidade de agitação, até que a barra magnética seja novamente “acoplada” ao imã, e o processo de mistura possa retornar à velocidade definida pelo usuário.

    Baixas Viscosidades

    Lembra que falamos anteriormente sobre a utilização de amostras magnéticos apenas com amostras com baixas viscosidades? 

    Agora podemos explicar mais detalhadamente o por quê desta necessidade…..

    Amostras com médias ou altas viscosidades fazem com que a barra magnética tenha uma resistência extra ao movimento. Esta resistência promovida pela amostra faz com que a barra magnética tenha dificuldade de se movimentar conforme a velocidade do motor elétrico e o imã a ele preso.

    Na verdade é uma relação entre a força magnética do imã com a barra x a força do atrito entre a barra magnética e a amostra.

    Logo, o “desacolpamento” da barra magnética ocorre com facilidade em amostras de média e alta viscosidade, e impede assim a mistura da amostra !

    Reforçamos que cada agitador especifica o tamanho máximo da barra magnética que pode ser utilizado. Quando a barra é grande demais, sua força magnética pode impedir a rotação do motor e causar danos ao agitador.

    Sabe como escolher um Agitador Magnético?

    Se você quiser aprofundar mais sobre esse assunto, sugiro a leitura do nosso artigo sobre como escolher um agitador magnético

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