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    O Que é um Calorímetro/Bomba Calorimétrica?

    Biovera :: 21 de novembro de 2020 :: leitura em 12 minutos

    Se você quer conhecer mais sobre a metodologia, princípio de funcionamento e para que serve o equipamento, este artigo O Que é um Calorímetro/Bomba Calorimétrica, é o que você procura.

    Fique por aqui e aproveite este conteúdo feito para você.

    Boa Leitura.

    1. O que é um calorímetro
    2. Componentes de uma bomba calorimétrica
    3. Tipos de bombas calorimétricas
    4. Como funciona a Bomba Calorimétrica
    5. Aplicações para uma Bomba Calorimétrica
    6. Como escolher uma bomba calorimétrica?
    7. Curiosidade: Quando foi criado o primeiro Calorímetro?

    O que é um calorímetro?

    O termo calorimetria deriva da palavra latina calor e do grego metron (medir). Portanto, de forma sucinta, calorimetria trata-se da medição de calor ganho ou perdido durante um processo químico ou físico. As energias envolvidas nas mudanças de estado físico como os processos de fusão ou vaporização, assim como as energias envolvidas em reações químicas são alguns dos exemplos de estudo na área da calorimetria. Logo, um calorímetro é o instrumento utilizado para medição da quantidade de calor envolvido em tais processos.

    Devido à amplitude de tópicos de estudo da calorimetria existe um número muito grande de instrumentos que recebem o nome de calorímetro. Alguns exemplos que podem ser citados são:

    • Calorímetros de volume constante (bombas calorimétricas);
    • Calorímetros de pressão constante (calorímetro tipo “xícara de café”);
    • Calorímetros de Reação (de fluxo de calor; de equilíbrio de calor; de compensação de potência; de fluxo constante);
    • Calorímetros de varredura exploratória;
    • Calorímetro de titulação isotérmica;
    • Calorímetros tipo Calvet; dentre outros.

    Neste artigo o foco será nos calorímetros de volume constante, mais popularmente conhecido como bomba calorimétrica ou calorímetros de bomba de oxigênio. Neste tipo de instrumento, a combustão é feita dentro de vasos robustos de metal (conhecidos como bombas), pressurizados com uma atmosfera rica em oxigênio. Este tipo de equipamento é utilizado por padrão na determinação do poder calorífico de amostras combustíveis líquidas ou sólidas. Tem grande aplicação na área de geração de energia (na medição do poder calorífico de combustíveis sólidos e líquidos) e também na área alimentícia, onde é empregado para medição do valor energético de alimentos.

    Componentes de uma bomba calorimétrica

    Como forma de tornar mais claro o uso de termos inerentes às bombas calorimétricas nas seções a seguir, nesta seção será ilustrada uma representação genérica de uma bomba calorimétrica e seus componentes mais comuns.

     

     Esquema genérico de uma bomba calorimétrica
    Esquema genérico de uma bomba calorimétrica

     

    1. Sistema de agitação – alguns modelos apresentam um conjunto mecânico de eixo (com acoplamento magnético) e uma hélice, enquanto outros usam agitação magnética utilizando uma barra magnética no fundo do vaso interno
    2. Contatos do sistema de ignição: responsáveis pelo envio de corrente elétrica ao fio de ignição
    3. Admissão de oxigênio – em modelos manuais, o vaso de decomposição é pressurizado manualmente fora do equipamento. Em modelos automáticos o próprio equipamento realiza a admissão de oxigênio sem intervenção do usuário.
    4. Sensor de temperatura – acompanhamento do perfil de temperatura com o decorrer do experimento
    5. Vaso interno – Local onde a bomba fica imersa. O calor é transferido do corpo da bomba para a água contida no vaso interno e a elevação de temperatura é medida pelo sensor.
    6. Vaso de decomposição ou bomba – recipiente feito em aço com paredes espessas para suportar a pressão de gás e a temperatura no momento da combustão.
    7. Fio de ignição – usualmente de níquel-cromo ou platina. Ao passar corrente elétrica, aquece a ponto de queimar o fio de algodão
    8. Fio de algodão – É preso ao fio de ignição e colocado em contato com a amostra. Ao ser queimado pelo fio de ignição, funciona como um pavio e leva a amostra à combustão.
    9. Cadinho de amostras – Recipiente para acomodar amostras líquidas e sólidas. Existe versões em vidro e em ligas metálicas
    10. Vaso externo ou jaqueta – Utilizado para minimizar a troca de calor com o ambiente.

     Tipos de bombas calorimétricas

    As bombas calorimétricas normalmente são diferenciadas de acordo com seu método de medição ou de acordo com seu tipo de construção.

    Adiabático

    Neste tipo de calorímetro, a temperatura da jaqueta (TJ) é controlada por um banho termostático (ou um chiller) para que a diferença em relação à temperatura do vaso interno (TVI) seja praticamente zero durante todo o processo de medição. Desta forma, as perdas de calor são evitadas e pode-se considerar o sistema como muito próximo de um “isolamento perfeito”, ou seja, um sistema adiabático. Isto evita também a necessidade de cálculos de correção de flutuações de temperatura, como ocorre nos calorímetros isoperibol.

    Esquema adiabático
    Esquema adiabático
    Perfil adiabático
    Perfil adiabático

    Exemplo de equipamento: IKA C 6000 Global Standards 

    Isoperibol

    Neste tipo de calorímetro, a temperatura da jaqueta (TJ) é controlada por um banho termostático (ou um chiller) para que seja mantida constante durante todo o processo de medição. As temperaturas da jaqueta (TJ) e do vaso interno (TVI) são monitoradas todo o tempo para determinação de perdas de calor e para no final sejam aplicados os cálculos de correção necessários. Este tipo de método de cálculos de correção é conhecido como método de Regnault-Pfaundler e, portanto, este tipo de calorímetro às vezes é descrito como isoperibol de Regnault-Pfaudler.

    Exemplo de equipamento: IKA C 6000 isoperibol / IKA C 200

    Esquema Isoperibol
    Esquema Isoperibol
    Perfil Isoperibol
    Perfil Isoperibol

    Jaqueta estática: uma variação do método isoperibol

    O calorímetro de jaqueta estática funciona com base em princípios semelhantes ao método isoperibol. No entanto, a principal diferença está na forma como o sistema foi construído.

    Neste modelo, o equipamento conta com uma jaqueta externa que pode ou não conter água. Ao contrário dos modelos isoperibólicos tradicionais, esse sistema não possui controle ativo de temperatura na jaqueta, o que justifica o termo “estática”.

    Ou seja, durante o experimento, a temperatura da jaqueta permanece constante ou varia livremente, sem interferência do sistema. Essa característica altera o comportamento térmico do equipamento.

    Ao observar o perfil de temperatura gerado durante os testes, nota-se que ele se assemelha bastante ao comportamento de um calorímetro isoperibol. Portanto, é possível aplicar o método de correção Regnault-Pfaudler, que ajusta as flutuações térmicas registradas nas fases inicial e final da medição.

    Em resumo, o calorímetro de jaqueta estática oferece uma alternativa prática em aplicações que não exigem controle térmico rigoroso da jaqueta, mantendo uma boa relação entre simplicidade construtiva e eficiência operacional.

    Esquema Jaqueta Estática
    Esquema Jaqueta Estática

    Duplo aneróide: calorimetria sem líquido

    O termo aneróide vem da palavra grega neró (νερό), que significa “água”. Logo, um calorímetro do tipo aneróide opera sem água ou qualquer outro líquido em sua estrutura.

    Nesse tipo de equipamento, o operador posiciona o vaso de decomposição (bomba) diretamente em um bloco maciço de alumínio, que atua como jaqueta térmica. Ao contrário dos modelos tradicionais, esse sistema não utiliza água como meio de transferência de calor. Em vez disso, sensores instalados no fundo da bomba medem diretamente a elevação de temperatura resultante da combustão da amostra.

    Devido a essa medição direta, o tempo total de análise diminui significativamente. Portanto, o processo completo pode durar apenas 3 a 7 minutos, dependendo do tipo de amostra. Assim como o sistema de jaqueta estática, o duplo aneróide apresenta um perfil térmico que se assemelha ao método isoperibol.

    Vantagens e limitações do sistema

    Por outro lado, esse tipo de construção apresenta flutuações maiores nas fases inicial e final do experimento. Devido à ausência de um meio líquido isolante e à troca de calor mais rápida com o ambiente, o equipamento sofre perdas térmicas mais expressivas. Como resultado, sua precisão é menor se comparada aos modelos adiabáticos ou isoperibólicos com jaqueta líquida.

    Ainda assim, o sistema duplo aneróide se destaca em segmentos industriais que priorizam velocidade e volume de amostras. Um exemplo é a indústria de gerenciamento de resíduos, onde o foco está em analisar uma grande quantidade de materiais por dia. Nesses casos, a prioridade é obter uma ordem de grandeza do poder calorífico, e não necessariamente valores de alta precisão.

    Em resumo, o duplo aneróide oferece uma solução eficaz para cenários em que rapidez operacional e custo por análise são mais importantes que a exatidão máxima dos resultados.

    Esquema Duplo aneróide
    Esquema Duplo aneróide

    Como funciona a Bomba Calorimétrica?

    Assim como em outros métodos de análise, os principais erros na determinação do poder calorífico de uma amostra geralmente ocorrem nas etapas de amostragem e preparo. Por isso, é fundamental aplicar procedimentos corretos como secagem, moagem, homogeneização e prensagem (ou empelotamento) para garantir a representatividade e confiabilidade do resultado.

    Além disso, o local de instalação da bomba calorimétrica exerce grande influência na precisão das medições. Como o equipamento mede temperatura com precisão de até quatro casas decimais, qualquer variação brusca no ambiente pode comprometer os resultados. Portanto, o ambiente ideal deve ter climatização com ar-condicionado e estabilidade térmica. Evite posicionar o equipamento em bancadas próximas a janelas com luz solar direta, a fontes de calor, ou a portas de uso frequente.

    Etapas do processo de medição

    Após instalar corretamente o equipamento e preparar a amostra representativa, o operador deposita uma porção da amostra em um cadinho e realiza a pesagem em uma balança analítica (com precisão de pelo menos 0,1 mg). Em seguida, o sistema realiza a medição do calor liberado pela combustão dessa massa em uma atmosfera rica em oxigênio, dentro de um recipiente fechado conhecido como bomba. O oxigênio sob pressão garante a combustão completa da amostra.

    Logo depois, o operador submerge a bomba em um recipiente com água, chamado de vaso interno. Um sensor de temperatura PT1000 registra variações térmicas na água com resolução de até 0,0001 K. Esse vaso interno, por sua vez, fica dentro de outro recipiente chamado jaqueta (ou vaso externo). Conforme o método adotado, a jaqueta pode conter água com temperatura controlada (adiabático ou isoperibólico), ou permanecer estática, sem controle de temperatura.

    Cálculo do poder calorífico

    Medição da variação de temperatura

    A bomba calorimétrica mede, na prática, a diferença entre a temperatura final (após a combustão) e a temperatura inicial do experimento. Para transformar esse dado em valor de poder calorífico, o sistema precisa passar por um processo de calibração.

    Processo de calibração e uso da substância padrão

    Durante a calibração, o operador utiliza uma substância de referência com valor de poder calorífico conhecido — geralmente, o ácido benzóico certificado pelo NIST. Ao queimar cerca de 1 g dessa substância, o sistema determina a capacidade térmica do calorímetro, ou seja, a quantidade de energia necessária para provocar determinada variação de temperatura.

    Equação para cálculo do poder calorífico real

    Com base nisso, o equipamento aplica a seguinte equação para converter os dados da amostra testada em poder calorífico real:

    Equação capacidade térmica do calorímetro
    Equação capacidade térmica do calorímetro

    Onde:

    • HoPad = poder calorífico do padrão (ácido benzóico) em J/g

    • mPad = massa de ácido benzóico em g

    • QF = soma de todas as energias adicionais envolvidas, incluindo energia de ignição e poder calorífico do fio de algodão (em J)

    • QN = energia envolvida na formação de ácido nítrico em J (determinado por titulação – dependendo da norma pode ser aplicável ou não)

    • DT = diferença de temperatura final e inicial em K

    Detalhes e variações na calibração

    A calibração do sistema exige atenção aos detalhes, e essa minuciosidade pode variar conforme o método de ensaio padrão utilizado. Alguns protocolos, por exemplo, incluem equações específicas de correção para calcular fatores que consideram o local de instalação do equipamento.

    Definição e interpretação do PCS

    Uma vez que o operador determina a capacidade térmica do sistema, o equipamento passa a estar pronto para analisar o poder calorífico de uma amostra real, mesmo que esse valor seja inicialmente desconhecido.

    O parâmetro obtido nesse processo é o poder calorífico superior (PCS). Ele corresponde à soma da energia liberada como calor com a energia consumida para vaporizar a água gerada na combustão. Portanto, o PCS representa o valor bruto de energia contido na amostra.

    Resultado preliminar e ajustes finais

    Ao final da combustão, o equipamento fornece um resultado chamado poder calorífico superior preliminar (PCSprel), calculado a volume constante. O termo “preliminar” indica que esse valor ainda precisa passar por correções adicionais antes de se obter o PCS definitivo.

    Em seguida, o sistema aplica uma equação interna para calcular o PCSprel com base nas medições realizadas. Essa fórmula considera, entre outros fatores, a variação de temperatura e a capacidade térmica calibrada anteriormente.

     

    Equação poder calorífico superior (PCS)

    onde,

    Ho prel = PCS preliminar a volume constante em J/g

    C = valor de calibração / capacidade térmica do sistema em J/K

    DT = diferença de temperatura final e inicial em K

    QF = soma de todas as energias adicionais envolvidas, incluindo energia de ignição e poder calorífico do fio de algodão (em J)

    mA = massa da amostra em g.

    Reações secundárias e correções no uso da bomba calorimétrica

    Ao operar uma bomba calorimétrica, é fundamental lembrar que se trata de um sistema fechado, operando a volume constante (isocórico). Portanto, após a combustão da amostra, podem ocorrer reações secundárias, já que os gases formados permanecem dentro do sistema. Os elementos mais propensos a essas reações são o nitrogênio — presente na própria amostra ou no ar residual da bomba — e o enxofre.

    Esses elementos reagem com o oxigênio, formando NOx e SOx, que se dissolvem na água gerada durante a combustão e formam ácidos. Esses ácidos liberam calor adicional no processo. Como resultado, o sistema precisa descontar esse calor do valor preliminar do poder calorífico superior (PCS). Diversas normas técnicas, como as da ASTM ou ISO, determinam que o usuário deve quantificar enxofre e nitrogênio por titulação da água residual da bomba após a combustão.

    Efeito da umidade na amostra analisada

    Outro fator crítico na análise é a umidade. Se a amostra contiver água, o valor da massa medida estará incorreto, já que parte dessa massa corresponde à água e não ao material combustível. Essa condição afeta diretamente o cálculo do PCS, comprometendo a exatidão da análise.

    O que é o poder calorífico inferior (PCI)?

    O parâmetro mais representativo na caracterização de um combustível é o poder calorífico inferior (PCI). O PCI corresponde ao PCS menos a energia associada à vaporização da água formada durante a combustão. Ou seja, ele representa a energia líquida disponível pela queima da amostra.

    Dessa forma, o PCI fornece uma estimativa mais realista do valor energético de um combustível. No entanto, para calculá-lo corretamente, é necessário realizar outras análises complementares, como a análise elementar para determinar os teores de carbono, hidrogênio e enxofre.

    Para garantir exatidão no cálculo do PCI, recomenda-se seguir normas internacionais reconhecidas, como ASTM D5865 ou ISO 1928, que detalham todas as correções e procedimentos de medição.

    Principais aplicações de uma bomba calorimétrica

    A bomba calorimétrica possui um amplo campo de aplicação. Sempre que for necessário determinar o poder calorífico de uma substância — seja ela sólida, líquida ou semissólida — é possível utilizar um calorímetro.

    Entre as áreas mais comuns de aplicação, destacam-se:

    • Usinas termoelétricas (ex.: carvão, coque)

    • Petroquímica (ex.: gasolina, querosene, biocombustíveis)

    • Cimento e coprocessamento (ex.: pneus, resíduos industriais, farinha animal)

    • Indústria alimentícia (ex.: leite, queijos, frutas secas, chocolate)

    • Agropecuária (ex.: ração, forragens, fezes e urina de animais)

    Além disso, em centros de pesquisa e controle de qualidade, o uso da bomba calorimétrica é indispensável para validar o desempenho energético de novos materiais.

    Como escolher uma bomba calorimétrica?

    Assim como em outros equipamentos de laboratório, a escolha do modelo ideal de bomba calorimétrica depende de diversas variáveis da aplicação. Antes de mais nada, vale a pena levantar algumas perguntas:

    • Produtividade: Quantas análises serão feitas por dia? Se houver alto volume de amostras, o ideal é utilizar modelos automáticos ou semiautomáticos.

    • Normas e conformidade: O método de análise segue alguma norma (ISO, ASTM, DIN)? O equipamento precisa ser compatível com ela?

    • Resistência química: As amostras contêm halogênios ou enxofre? Em qual concentração? Concentrações elevadas formam ácidos fortes após a combustão (como HCl ou H₂SO₄), que podem danificar o vaso metálico da bomba. Para esses casos, existem modelos com proteção anticorrosiva.

    Além disso, é importante verificar:

    • A necessidade de medir halogênios e enxofre após a combustão.

    • A preferência por um tipo de sistema: adiabático, isoperibol, com jaqueta estática ou duplo aneroide.

    Portanto, entender o perfil da aplicação evita gastos desnecessários e aumenta a vida útil do equipamento.

    Curiosidade: quando foi criado o primeiro calorímetro?

    O primeiro aparato reconhecido como um calorímetro foi o calorímetro de gelo, desenvolvido por Antoine Lavoisier e Pierre Laplace em 1780. Eles basearam o projeto nos estudos de calor latente e calor específico do cientista Joseph Black.

    Na época, Lavoisier cunhou o termo “calorímetro” para descrever o instrumento utilizado na medição do calor liberado pela respiração de porquinhos-da-Índia, que derretiam o gelo do aparelho.

    Dois anos depois, em 1782, Lavoisier e Laplace aplicaram o mesmo princípio para medir a energia térmica de reações químicas, marcando o início da calorimetria científica como conhecemos hoje.

    Calorímetro de Lavoisier e LaPlace
    Calorímetro de Lavoisier e LaPlace

    Pierre Berthelot e a evolução da calorimetria moderna

    Diversos autores consideram esse modelo o primeiro calorímetro da história. No entanto, muitos atribuem o desenvolvimento das técnicas modernas de calorimetria ao químico francês Pierre Berthelot.

    Em 1860, Berthelot conduziu estudos focados na medição de calor. Durante esse período, ele construiu um novo modelo de calorímetro (como ilustrado na figura abaixo), que alguns especialistas reconhecem como o primeiro calorímetro verdadeiramente moderno.

    Além disso, Berthelot ampliou sua contribuição para a ciência ao introduzir os termos endotérmico e exotérmico durante seus experimentos. Esses conceitos se tornaram fundamentais para a compreensão de fenômenos térmicos e continuam sendo amplamente utilizados na calorimetria atual.

    Portanto, mesmo que existissem dispositivos rudimentares antes dele, Berthelot estabeleceu os princípios que definem as bases científicas da calorimetria moderna e impulsionou seu avanço técnico até os dias de hoje.

    Calorímetro de Berthelot
    Calorímetro de Berthelot

     

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